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FEI amplia presença de alunas em tecnologia e robótica

Crescimento de ingressantes mulheres na computação e protagonismo em equipes de competição refletem avanço estrutural na formação em engenharia. Confira as dicas da três alunas da instituição.

A presença feminina nas áreas de engenharia e tecnologia vem ganhando cada vez mais espaço na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI). Nos últimos anos, a instituição tem observado um crescimento consistente no interesse de mulheres pelos cursos da área de computação, refletindo uma mudança gradual no perfil das turmas e no fortalecimento da representatividade feminina em setores historicamente masculinos.

Com mais de oito décadas, a FEI se destaca entre as instituições de Ensino Superior no Brasil nas áreas de Administração, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharia.

Para a coordenadora dos cursos de Ciência da Computação e Ciência de Dados e IA, Leila Bergamasco, o crescimento é resultado de uma política institucional voltada à permanência e ao desenvolvimento das alunas. A professora destaca que a formação alia profundidade técnica à visão crítica sobre ética, equidade e viés em dados, tema central na evolução da Inteligência Artificial.

“Ampliar a presença feminina não é apenas uma questão social. É uma estratégia para formar profissionais capazes de desenvolver soluções mais diversas e eficientes”, afirma.

O avanço da representatividade também se reflete nas equipes de competição da instituição. Na Engenharia Química, a aluna Nicole Colucci Neto, de 21 anos, preside o capítulo estudantil do AIChE, uma organização acadêmica ligada ao American Institute of Chemical Engineers, na FEI. Segundo ela, a experiência de liderança exige responsabilidade e visão coletiva.

“A tomada de decisão é um dos maiores desafios. Não se trata do que é melhor para mim, mas para o capítulo como um todo”, afirma. Para Nicole, os projetos em grupo e as atividades práticas desenvolvem habilidades técnicas e de gestão que impactam diretamente a formação profissional.

Já na Engenharia de Robôs, o protagonismo feminino é visível em diferentes categorias do RoboFEI. Rafaela Botter, de 23 anos, lidera a equipe Humanoid, responsável por robôs bípedes que competem na categoria futebol. Segundo ela, o principal desafio técnico está na estabilidade da caminhada.

“Fazer um robô andar depende de equilíbrio entre mecânica, eletrônica e programação. Não é apenas software; é integração total entre hardware e controle em tempo real”, explica. Além da complexidade técnica, a liderança exige clareza estratégica e gestão de pessoas. “Cada integrante tem um perfil diferente. O papel da liderança é alinhar essas diferenças em torno de um objetivo comum”.

Já Gabriela Bassegio atua na categoria AtHome, que desenvolve robôs voltados a tarefas do cotidiano. Para ela, os desafios vão além da programação. Ela observa que a visibilidade dada pela instituição aos projetos liderados por mulheres contribui para consolidar referências femininas na engenharia. “É importante que as pessoas vejam que mulheres estão gerindo esses projetos e são tão capazes quanto qualquer homem”.

A aluna também deixa um recado para quem ainda se sente insegura em ingressar na área. “Não tenham medo de aprender e de errar. Ninguém nasce sabendo. Precisamos ocupar cada vez mais espaços e incentivar outras mulheres a fazer o mesmo”, finaliza.

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