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Como os agentes de IA vão transformar os negócios em 2026?

Nos últimos tempos, a inteligência artificial tem dado um novo salto evolutivo nas empresas com os agentes autônomos, que passam a executar tarefas complexas, tomar decisões em tempo real e até agir como clientes digitais.

O surgimento de agentes de inteligência artificial (IA) que navegam, escolhem e compram cria um novo canal de demanda. Empresas que se adaptarem agora poderão capturar receitas automatizadas antes invisíveis, como iniciativas de Agentic Commerce, que permitem que bots realizem pedidos e transações completas em e-Commerces integrados.

Essa nova geração de agentes já apresenta resultados concretos. Ferramentas como o AlphaEvolve, da Google, e o Polly, da LangChain, têm mostrado ganhos operacionais reais ao automatizar desde engenharia de software até decisões de negócio. Nesse novo cenário, a TI deixa de codificar tudo manualmente e passa a orquestrar agentes inteligentes, com foco em treinar, monitorar e evoluir esses novos colaboradores virtuais.

A aplicação dos agentes impacta diretamente setores como financeiro, varejo, telecom e saúde. No varejo, a simulação de campanhas e perfis de consumo com IA permite testar experiências antes de lançar produtos reais, enquanto no setor financeiro, os agentes agilizam auditoria de documentos e compliance com mais segurança.

Na América Latina, existem desafios técnicos e culturais, como sistemas legados e falta de confiança em decisões automatizadas. No entanto, já há aplicações com retorno rápido, como chatbots inteligentes e automação de análises. O ponto central é começar com iniciativas que entreguem valor imediato.

No Brasil, algumas empresas têm desenvolvido hubs de agentes de IA com foco em diferentes áreas, como atendimento, finanças, TI e marketing, usando modelos de linguagem proprietários em português. Essas iniciativas permitem que as organizações implementem agentes personalizados com autonomia, segurança e integração aos sistemas já existentes, acelerando a adoção de soluções inteligentes de forma controlada e eficiente.

O maior risco para as empresas está na inércia. Negócios que não aderirem a essa transformação operarão com mais custo, menos agilidade e ficarão atrás em inovação. Os líderes em IA crescem duas vezes mais rápido em receita e atraem os melhores talentos, tornando o momento de adoção decisivo.

Além disso, a governança desempenha papel fundamental na adoção sustentável dos agentes de IA, com iniciativas como o protocolo MCP da Google e movimentos de padronização liderados por fundações abertas, que reduzem riscos de lock-in tecnológico e facilitam a adoção regional.

Sobre o autor: Bruno Canal é diretor de Operações Tech da Semantix, deep tech brasileira referência em dados e inteligência artificial.

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