alexskopje - Fotolia
Brasil acelera conexão na região amazônica com mais de 3 mil quilômetros de fibra óptica
Subfluvial, sustentável e de grande escala, operação de quase cinco mil toneladas representa a maior operação logística do programa Norte Conectado e amplia inclusão digital em áreas remotas.
O Brasil recebeu 3.170 quilômetros de cabos de fibra óptica provenientes da China, que serão utilizados na implantação de três novas infovias capazes de conectar municípios remotos da região Norte. A operação, coordenada pelo Ministério das Comunicações em parceria com a Entidade Administradora de Faixa (EAF), marca a maior logística de transferência de fibra óptica já realizada no âmbito do programa Norte Conectado, ampliando o acesso à internet de qualidade e impulsionando a inclusão digital na Amazônia.
O Norte Conectado é um dos principais programas estruturantes do Governo do Brasil para expandir a infraestrutura de comunicações na Amazônia Legal, nos estados do Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Pará. Com investimento estimado em R$ 1,3 bilhão, o projeto utiliza o modelo subfluvial para instalação dos cabos de fibra óptica, evitando o desmatamento e contribuindo para a preservação de mais de 50 milhões de árvores.
A previsão para o início do lançamento da estrutura dos cabos chineses nos leitos dos rios amazônicos é em maio. “Esse projeto vai muito além da infraestrutura. Ele promove desenvolvimento social e econômico, conecta escolas, unidades de saúde, órgãos públicos e, principalmente, leva oportunidades à população amazônica. É conectividade como instrumento de cidadania e inclusão”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
A nova remessa de cabos soma cerca de cinco mil toneladas e representa a maior operação logística já realizada no âmbito do Norte Conectado. O volume supera com folga as etapas anteriores do programa, que utilizaram 2.400 quilômetros de fibra óptica, aproximadamente 3.600 toneladas, nas infovias 02, 03 e 04, já concluídas.
Cada cabo reúne 24 pares de fibra óptica e capacidade de transmissão de até 96 terabytes por segundo, garantindo internet de alta velocidade mesmo em regiões remotas. Produzidos com materiais inertes e atóxicos, os cabos são instalados de forma estável no leito dos rios, sem reagir com a água ou impactar os ecossistemas, assegurando conectividade robusta com preservação ambiental.
“Ao lançar fibra óptica pelos rios da Amazônia, estamos transformando geografia em oportunidade e tecnologia em cidadania. É assim que podemos traduzir política pública em impacto real na vida das pessoas”, afirma Gina Marques, CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF).