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Tendências tecnologicas para os cálculos judiciais em 2026

Automação e inteligência artificial ampliam a precisão e transformam o cálculo judicial em ferramenta estratégica de governança corporativa.

A área de cálculos judiciais, historicamente associada a tarefas manuais e complexas, está passando por uma transformação acelerada. Em 2026, a inteligência artificial (IA) e a automação devem consolidar-se como os principais vetores dessa mudança, tornando os cálculos mais precisos, ágeis e seguros, e reposicionando a atividade no centro da tomada de decisão corporativa.

Segundo Paulo Souza, sócio e especialista em Cálculos Judiciais da Bernhoeft, o cálculo judicial deixa de ser uma simples etapa processual para se tornar um instrumento de gestão e governança. “A automação vem assumindo tarefas repetitivas, o que permite aos especialistas concentrarem esforços na análise técnica e na interpretação jurídica. O resultado é uma entrega mais precisa e alinhada às estratégias das organizações”, explica.

IA e automação elevam o padrão técnico

O uso de algoritmos e modelos preditivos está revolucionando as etapas do cálculo, da extração de informações em petições e planilhas à conferência de resultados e elaboração de relatórios. Com capacidade de cruzar dados e detectar inconsistências em segundos, essas tecnologias reduzem o retrabalho e aumentam significativamente a confiabilidade dos resultados.

Mais do que eficiência, a IA traz previsibilidade: ao identificar padrões de decisões e condenações anteriores, permite antecipar divergências e apoiar estratégias jurídicas e de provisionamento financeiro. Esse avanço amplia o controle sobre riscos e reforça a governança corporativa.

Novas competências e perfil profissional

Com a automação ganhando espaço, o perfil do profissional de cálculos também evolui. A atuação passa a exigir domínio de dados, capacidade analítica e compreensão sobre o funcionamento dos algoritmos. “O futuro do cálculo judicial passa pelo conhecimento técnico e inteligência de dados. O profissional que souber traduzir informações em decisões estratégicas será cada vez mais valorizado”, observa Souza.

Segurança e transparência no uso de dados

O avanço tecnológico também exige atenção redobrada com privacidade e rastreabilidade. Plataformas baseadas em IA precisam garantir conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), adotar mecanismos de criptografia e assegurar a auditabilidade dos algoritmos utilizados. “A confiabilidade do processo depende não apenas da precisão dos cálculos, mas da transparência e da segurança de cada etapa”, completa o especialista.

Planejamento e decisão estratégica

Ao analisar grandes volumes de dados e históricos de processos, a IA permite prever passivos trabalhistas e antecipar cenários jurídicos, o que aumenta a previsibilidade financeira e auxilia empresas na formulação de estratégias. Dessa forma, o cálculo judicial se consolida como um instrumento de suporte à gestão de riscos e à sustentabilidade corporativa. 

“Estamos entrando em uma nova fase, em que os cálculos deixam de ser vistos como mera obrigação processual e passam a contribuir diretamente para a eficiência e a estratégia das organizações”, conclui Souza.

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