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Mercado global de softwares de gestão tende a crescer nos próximos anos

Com a flexibilização das exigências de reportes obrigatórios em países como Brasil e EUA, a demanda segue impulsionada pela cadeia de suprimentos e as demais regulamentações ativas. WayCarbon aposta com uma nova versão de software especializado.

Grandes empresas, em geral, já substituíram o gerenciamento de dados em planilhas manuais por sistemas digitais, reduzindo o tempo de fechamento de seus inventários de emissões e facilitando o reporte de informações para stakeholders. A inteligência artificial regenerativa procura solucionar a complexidade e a fragmentação das informações ESG.

É nesse contexto que a WayCarbon anuncia a nova versão da WayCarbon Ecosystem, plataforma de gestão climática e ESG. Antes conhecido como Climas, o software foi desenvolvido com base no conhecimento consultivo da companhia, a partir da identificação de gargalos recorrentes na gestão climática corporativa, especialmente na consolidação e validação de dados.

A nova versão da plataforma incorpora inteligência artificial (IA) para garantir maior consistência das informações e eficiência em tarefas relacionadas aos processos de reporte. “A IA atua diretamente na etapa mais crítica do processo, que é organizar e consolidar dados de múltiplas fontes com consistência. Isso reduz o esforço operacional e aumenta a segurança das informações em auditorias”, afirma João Paulo Freitas, Head de Tecnologia da WayCarbon.

A solução também está mais integrada. Os cinco módulos (Gestão de Emissões, Gestão de Riscos Climáticos, Gestão de Indicadores ESG, Gestão ESG de Fornecedores e Gestão de Relatos) agora estão totalmente conectados. “Dessa forma, oferecemos mais autonomia e eficiência para a equipe das empresas, da coleta de dados à auditoria de terceira parte”, avalia Beatriz Reis, Gerente de Customer Success da WayCarbon. 

O investimento da WayCarbon na plataforma não é um movimento isolado. O mercado global de softwares de gestão de carbono atingiu US$ 744 milhões em 2025 e crescerá a uma taxa anual de 15%, chegando a quase US$ 1,8 bilhão em 2031, segundo a empresa de pesquisa independente britânica Verdantix. Embora o cenário mundial esteja incerto e volátil, com a flexibilização das exigências de reportes obrigatórios em países como Brasil e EUA, a demanda segue impulsionada pela cadeia de suprimentos e as demais regulamentações ativas, aponta o mesmo estudo.

Os especialistas da WayCarbon reafirmam essa visão e acrescentam que, ainda que a obrigatoriedade de reporte tenha sido revogada pela CVM em maio deste ano, a aproximação entre a área de sustentabilidade e as diretorias de risco, finanças e controladoria já estava em curso em diversas companhias.

“Mesmo com o reporte voluntário para a maior parte dos setores, exceto o bancário, ainda veremos avanços, porque o processo de amadurecimento do mercado não aconteceu apenas pela redação de relatórios. Aconteceu devido aos elementos exigidos por um relatório: integração, governança de dados e conversas difíceis entre áreas”, conclui Henrique Pereira, COO da WayCarbon.

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