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Tendências para a arquitetura digital e a inteligência artificial em 2026
A WSO2 destaca como a combinação entre IA nativa, identidade adaptativa e ecossistemas de APIs modulares definirá a próxima fase da modernização empresarial.
A WSO2, fornecedora de softwares abertos para APIs, integração e gerenciamento de identidade, compartilhou algumas tendências que devem orientar a evolução das arquiteturas digitais em 2026.
Segundo Fernando Arditti, VP LatAm da WSO2, as empresas passaram a adotar padrões abertos e arquiteturas modulares, reforçando a necessidade de governança sobre o uso de ferramentas de IA. No Brasil, esse movimento ganha contornos próprios, impulsionando a adoção de arquiteturas mais flexíveis e plataformas capazes de sustentar o crescimento contínuo de soluções baseadas em IA.
Arditti explica que muitas organizações ainda enfrentam o desafio de controlar como colaboradores utilizam sistemas generativos e quais dados são inseridos nessas plataformas, um risco crescente para segurança e conformidade.
“As empresas brasileiras estão percebendo que modernizar não é apenas adotar novas tecnologias, mas criar bases arquiteturais sólidas para escalar IA de forma sustentável. Quando padrões abertos, identidade, integração e APIs trabalham juntos, a inovação deixa de ser episódica e passa a ser contínua”, afirma Arditti.
“Estamos entrando em uma fase em que a arquitetura será o principal fator que viabiliza, ou limita, o potencial da IA”, destaca o executivo. Organizações que priorizarem interoperabilidade, governança e camadas modulares estarão mais preparadas para responder às exigências regulatórias, criar produtos com mais rapidez e acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas. Segundo o executivo, “é o alinhamento entre arquitetura e estratégia que permitirá inovar sem interrupções”, ponto que abre espaço para as principais tendências que devem orientar as decisões das empresas em 2026.
A partir dos aprendizados de 2025 e da evolução dos modelos de IA, a WSO2 aponta quatro movimentos estruturais que devem moldar a próxima fase da modernização digital:
- Arquiteturas AI-native se tornam padrão: Sistemas passam a ser concebidos desde o início com agentes, modelos e automação integrados, aumentando escala, autonomia e velocidade de inovação.
- Identidade digital migra para modelos de “confiança contínua”: Verificação adaptativa, autenticação dinâmica e decisões baseadas em risco permitirão lidar simultaneamente com usuários humanos, fluxos automatizados e agentes de IA.
- Plataformas internas (IDPs) se consolidam como infraestrutura crítica: Antes voltadas a times avançados, passam a unificar APIs, integrações, identidade e modelos de IA em toda a organização, acelerando o desenvolvimento seguro.
- Open standards, SaaS e open source dominam a modernização: A combinação desses três pilares reduz dependência tecnológica, simplifica governança, facilita adequação regulatória e permite escalar IA com amplitude.
- Governança e segurança de IA entram no núcleo da arquitetura: Soluções corporativas passam a centralizar políticas de uso, monitorar fluxos e mitigar riscos associados a modelos generativos, incluindo detecção de deepfakes e controle sobre dados inseridos em ferramentas de IA.