Chinnapong - stock.adobe.com

Einstein e Philips colaboram para desenvolver tecnologias em saúde

Aliança de cinco anos para o Centro Colaborativo de Inovação terá foco em soluções baseadas em imagem, dados e inteligência artificial, com primeiro projeto voltado à saúde da mulher no SUS.

O Einstein e a Philips anunciaram a criação de um Centro Colaborativo de Inovação (CCI), iniciativa inédita no Brasil que consolida uma relação de longo prazo entre as organizações e inaugura um novo modelo de desenvolvimento conjunto de tecnologias em saúde.

A aliança, com duração inicial de cinco anos, será dedicada ao codesenvolvimento, validação clínica e preparação para escala de soluções com foco em diagnóstico e intervenção guiados por imagem, além de monitoramento de pacientes.

O novo centro nasce do alinhamento entre as prioridades de inovação do Einstein e as frentes globais de pesquisa e desenvolvimento da Philips, com o objetivo de integrar imagem, dados e inteligência artificial em um ecossistema de diagnóstico conectado para aumentar a precisão diagnóstica, acelerar as decisões clínicas e liberar mais tempo para o cuidado do paciente.

Os projetos do CCI serão definidos de forma conjunta, a partir de necessidades clínicas não atendidas identificadas na prática assistencial. As soluções serão desenvolvidas com potencial de aplicação nos sistemas público e privado, já com visão de adoção em diferentes mercados.

“Mais do que projetos pontuais, estamos estruturando uma lógica contínua, orientada a impacto e com foco em soluções escaláveis. Ao conectar inovação ao ambiente real de cuidado, conseguimos acelerar a adoção e ampliar o impacto das soluções no sistema de saúde”, afirma Rodrigo Demarch, diretor executivo de inovação do Einstein.

O primeiro projeto será voltado à saúde da mulher e prevê o desenvolvimento de uma solução de inteligência artificial integrada a dados clínicos e imagens, para apoiar a inserção de dispositivos intrauterinos (DIU) no Sistema Único de Saúde (SUS). A tecnologia deverá avaliar automaticamente se o dispositivo foi posicionado corretamente, contribuindo para a segurança do procedimento e para a ampliação do acesso a métodos contraceptivos eficazes. O projeto contempla, ainda, todas as etapas de validação clínica.

Para o Einstein, o CCI com a Philips materializa a estratégia de criação desses centros colaborativos, anunciada no início de 2026, e reforça o papel da organização na conexão entre assistência, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e implementação. A organização aportará infraestrutura assistencial, conhecimento clínico e científico, além de ambientes para desenvolvimento e validação, conectados ao seu ecossistema de ensino, pesquisa e startups.

Para a Philips, a constituição do CCI fortalece a relevância da operação brasileira no contexto global da empresa, ampliando seu papel em inovação e desenvolvimento tecnológico na área da saúde. “Ao conectar dados, imagens e inteligência ao longo de toda a jornada do paciente, estamos avançando na construção de um ecossistema de diagnóstico integrado. Nosso objetivo é apoiar decisões clínicas mais rápidas e precisas, ao mesmo tempo em que devolvemos tempo ao que mais importa: o cuidado com o paciente”, ressalta André Duprat, diretor geral da Philips no Brasil.

Além dos projetos iniciais, o CCI prevê a realização de workshops contínuos para identificação e priorização de novas frentes de desenvolvimento conjunto.

Saiba mais sobre Análise de negócios e BI