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Redes autônomas e IA criam impulsionam as telecomunicações

IA agêntica e automação ganham espaço na estratégia das operadoras do setor com o objetivo de garantir maior eficiência, elevar qualidade dos serviços, reduzir custos e aperfeiçoar a jornada dos clientes, diz executivo da BMC Helix Brasil.

Diante de consumidores mais exigentes e sensíveis a preço, da intensificação da concorrência, com a entrada de novos players, e da crescente comoditização de serviços essenciais, os provedores de serviços de comunicação (CSPs) enfrentam pressão direta sobre suas margens. Para reagir, as operadoras apostam na diversificação de receitas, com o lançamento de serviços inovadores e de programas de eficiência para reduzir custos. Ao mesmo tempo, avançam na modernização de suas operações de rede, buscando prepará-las para um cenário de crescente demanda por tráfego de dados e novas aplicações digitais.

Outro desafio central é intensificar os investimentos no aperfeiçoamento da experiência dos clientes, tornando mais ágil, simples e personalizada, tendo como base maior automação e soluções de inteligência artificial.

Nesse contexto, cresce o uso de agentes de IA para otimizar operações de TI e de rede, em um movimento que sinaliza a evolução do setor rumo às redes autônomas.

A expansão do 5G acelerou essa transformação. A tecnologia não apenas redefiniu as telecomunicações, como também impulsionou setores como saúde, transporte e manufatura, viabilizando aplicações de baixa latência, como cirurgias remotas, veículos autônomos e automação industrial. Simultaneamente, levou os provedores a adotar arquiteturas digitais abertas e soluções nativas em nuvem, com foco em redes mais rápidas, resilientes e escaláveis.

Nesse novo contexto, cresce a pressão por experiências sem atritos. Consumidores esperam serviços contínuos, personalizados e praticamente invisíveis, sem intervenção manual ou tempo de espera. Para acompanhar essa demanda, as operadoras precisam adotar uma abordagem mais proativa e ágil no atendimento, baseada em:

  • Resolução proativa de problemas - monitoramento contínuo do desempenho da rede para antecipar e corrigir falhas antes que impactem os clientes.
  • Redução do tempo de resolução - minimizar o tempo médio de reparo (MTTR) e acelerar mudanças em configurações de TI e rede, garantindo a continuidade dos serviços.
  • Respostas mais rápidas - diminuir o tempo de espera no atendimento e entregar soluções com maior agilidade.
  • Comunicação transparente - informar antecipadamente sobre interrupções ou manutenções programadas, fortalecendo a confiança do cliente.

“O futuro das operações de telecomunicações são as soluções de IA agênticas. Em vez de processos manuais ineficientes que envolvem preenchimento de formulários e trocas de e-mails, estas ferramentas podem atender usuários de TI, operações de rede e clientes onde for necessário, por meio de um hub único e integrado, que permite o engajamento com plataformas familiares, como Teams, Slack ou redes sociais”, afirma Bruno Moreira, presidente da BMC Helix Brasil. Para ele, outra vantagem é que agora existem assistentes inteligentes que automatizam ações rotineiras, liberando as equipes dos centros de operações de rede (NOCs) para se concentrarem em trabalhos complexos e de alto valor agregado.

Estas características de IA agêntica são importantes porque ainda existem muitas companhias com sistemas de registro isolados e canais de comunicação desconectados, que dificultam a colaboração. Com a automação, estas ferramentas preenchem as lacunas, integrando dados e comunicação para criar um ambiente adaptativo.

Na opinião do presidente da BMC Helix Brasil, os agentes de IA estão inaugurando uma nova era de automação para provedores de serviços de comunicação (CSPs), impulsionando a visão de redes com autorrecuperação capazes de detectar e resolver falhas automaticamente. Isto é possível porque redirecionam o tráfego quando necessário e realizam manutenção preditiva analisando dados históricos e em tempo real.  

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