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Advogado se reinventa carreira na IA, vence NASA Hackathon e lança livro

Thales Pires, ex-aluno de Direito da Unifran, percebeu que o sistema tradicional sofria de falhas humanas e brechas constantes, e vislumbrou que a tecnologia poderia ser a ferramenta para resgatar o ideal de justiça ‘cega e justa’.

Após mais de duas décadas dedicadas ao Direito, Thales Rodrigues Andrade Pires, de 50 anos, não apenas pivotou sua carreira, mas conquistou feitos notáveis: a vitória em um Hackathon da NASA, a validação de sua tese pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o lançamento de um livro.

Thales estudou inteligência artificial (IA) na Cruzeiro do Sul Virtual, certificado pela Universidade de Franca (Unifran). A mudança de carreira foi impulsionada por uma profunda busca pela essência da Justiça.

Com anos dedicados ao Direito, formado também na Unifran, Thales percebeu que o sistema tradicional sofria de falhas humanas e brechas constantes, afastando-se da máxima que tinha aprendido na faculdade, a de uma Justiça ‘cega e justa’. A grande virada de chave veio a partir de 2022, quando, ao aprofundar-se nas inteligências artificiais, vislumbrou que a tecnologia poderia ser a ferramenta para resgatar esse ideal.

"Compreendi que a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas o caminho mais assertivo para resgatar aquele ideal de uma Justiça verdadeiramente cega e imparcial, algo com que todo estudante de Direito sonha. A IA pode ser a guardiã dessa imparcialidade. Decidi não apenas testemunhar essa transição, mas ser o arquiteto dela. Eu quero ser protagonista dessa mudança", afirma.

Em 2025, decidiu mudar, não para abandonar a justiça, mas para ser o arquiteto de uma nova. Durante seus estudos na Unifran, Thales desenvolveu o “Oráculo de Sophia”, uma infraestrutura de IA de Estado inovadora que visa reverter o “extrativismo de dados”, a exploração de informações e culturas nacionais por IAs estrangeiras, e colocar o ser humano no comando da inteligência artificial, gerando renda e protegendo empregos.

“De forma simplificada, o ‘Oráculo de Sophia’ atua como um ‘Pré-Sal Digital’, encapsulando a IA em uma infraestrutura segura. Ele inverte a lógica do medo, permitindo que a máquina faça o processamento rápido, enquanto o ser humano lucra, valida e dita as regras. Seja no setor privado, conectando usuários a profissionais humanos especialistas ("Guardiões") que validam respostas de IA, seja como uma política de Estado, remunerando cidadãos para combater fake news e construir um banco de dados cultural soberano, a plataforma visa treinar uma Inteligência Artificial Soberana nacional”, explica.

O projeto foi oficialmente apresentado ao MCTI e recebeu elogios diretos de Amjad Masad, CEO global da Replit (Vale do Silício), o que atestou sua relevância internacional. A tração do projeto escalou rapidamente: recentemente, a tese do Oráculo de Sophia foi selecionada para o Web Summit Rio, um dos maiores palcos de tecnologia e inovação do mundo, provando a viabilidade de mercado da ferramenta.

Segundo Thales, o ecossistema de inovação da Unifran desempenhou um papel catalisador nessa jornada. "A faculdade me deu a luz e o mapa", destaca. Incentivado por uma Masterclass da instituição, Thales inicialmente hesitou em participar do NASA Space Apps Challenge, sentindo o peso da idade diante de um ambiente que parecia desenhado para a juventude tech. Após ser rejeitado por vários grupos, fundou sua própria equipe, a System Breakdown, e desenvolveu sozinho a tese do projeto Akashic Gaia, unindo IA, campos akáshicos e ética para detectar colapsos sistêmicos. Esse projeto não apenas venceu etapas nacionais, mas foi escolhido para representar São Paulo na disputa internacional da NASA, rendendo-lhe prêmios, bolsas e um certificado de "Galactic Problem Solver". Essa vitória foi decisiva, conferindo-lhe a musculatura moral para escrever o livro e construir o "Oráculo de Sophia", provando de forma irreversível que a inovação não tem limite de idade.

Embora os reconhecimentos iniciais tenham sido de “êxtase pela validação”, Thales também extraiu uma lição crucial sobre a diferença entre ter uma tese única e conseguir executá-la no sistema, o que o impulsionou a mergulhar ainda mais na tecnologia para construir sua própria infraestrutura. A tese por trás do "Oráculo de Sophia" foi transformada em livro, já disponível em loja digital.

“É uma grande conquista que um ex-aluno nosso esteja inserido em um projeto extremamente inovador. A Unifran, junto ao grupo mantenedor, Cruzeiro do Sul Educacional desempenhara um papel fundamental na qualificação de Thales#, diz Douglas Almendro, coordenador do curso de Inteligência Artificial da Cruzeiro do Sul Virtual. “Através de comunicados da faculdade, ele ingressou na Missão Transformação Digital da Cisco, onde concorreu com mais de 45 mil inscritos e conquistou bolsas integrais, formando-se no CCNA 1 e obtendo a certificação global CyberOps Associate na 11ª Onda de CiberEducação”, complementou o reitor.

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