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Plataformas de ITSM são a resposta à pressão de custos, à complexidade e aos desafios de IA?

Segundo a Helix, as empresas apontam aumento de custos de renovação, acúmulo de dívida técnica e riscos de lock-in em projetos de IA. Os especialistas defendem uma modernização progressiva da gestão de serviços de TI para garantir mais flexibilidade e eficiência operacional.

Um estudo recente do Gartner sobre migração de plataformas de ITSM aponta uma tendência crescente entre as empresas que utilizam estas soluções de fazer uma revisão estratégica de seus ambientes de gestão de serviços de TI diante de pressões combinadas de custo, dependência tecnológica e limitações na adoção de inteligência artificial (IA).

“Nossa visão é de que movimento não consiste só em substituição de ferramentas, mas em uma reavaliação estrutural do modelo de operação de TI nas empresas. Isso porque estamos vendo as companhias questionarem não apenas o custo de renovação de plataformas tradicionais, mas também a real capacidade de seus ambientes sustentarem a próxima onda de valor em inteligência artificial e automação”, afirma Bruno Moreira, country manager da Helix Brasil.

Segundo Moreira, os executivos da Helix têm constatado em campo, conversando com os gestores de empresas de diferentes setores, os mesmos pontos destacados pelo estudo do Gartner: aumento significativo nos custos de renovação, levando muitas empresas a reavaliar a continuidade em plataformas tradicionais de ITSM; e acúmulo de complexidade e dependência tecnológica, resultado de anos de customizações, integrações e adaptações específicas.

“Há também uma forte pressão sobre retorno de investimento (ROI) em iniciativas de IA, especialmente em plataformas nas quais a base de dados e o modelo operacional não estão preparados para suportar IA em escala. Os clientes estão percebendo também risco de novos ciclos de lock-in, à medida que funcionalidades avançadas de IA são ofertadas dentro de ecossistemas proprietário, e têm constatado a necessidade de avaliação prévia de dados, integrações e dependências, antes mesmo da escolha de novos fornecedores”, detalha o country manager da Helix Brasil.

Esses fatores indicam que muitas companhias brasileiras não estão apenas buscando redução de custos, mas também maior flexibilidade operacional e capacidade de inovação contínua. Outro ponto relevante é o descompasso entre a queda global dos custos de modelos de IA e o aumento de despesas dentro de algumas plataformas proprietárias.

Enquanto a tecnologia de modelos de linguagem evolui para se tornar mais acessível, empresas relatam que seus investimentos em IA embutidos em plataformas de ITSM seguem uma trajetória oposta, elevando o custo total de propriedade. “A economia da IA está mudando rapidamente, mas alguns modelos comerciais ainda não acompanham essa curva, o que cria uma pressão adicional sobre as companhias que precisam justificar investimentos cada vez maiores em tecnologia”, destaca Moreira.

Complexidade estrutural e dívida técnica

Moreira ressalta que o estudo do Gartner também chamou atenção para o impacto do acúmulo de customizações ao longo dos anos, que com frequência são interpretadas como maturidade tecnológica, mas que na prática representam dívida técnica significativa. Essa complexidade pode dificultar não apenas a evolução das plataformas, mas também a adoção eficiente de novas capacidades de automação e inteligência artificial.

Nesse contexto, a Helix Brasil defende uma abordagem mais progressiva de modernização, possibilitando que as empresas reduzam dependências, sem necessidade de grandes projetos de substituição imediata. “Nossa proposta inclui a adoção incremental de capacidades de AIOps para redução de ruído operacional; fortalecimento de CMDB com contexto dinâmico do ambiente híbrido; automação de processos manuais por meio de agentes de IA; e construção de visibilidade operacional contínua com descoberta de ativos e serviços. Deste modo, a transição não precisa ser um projeto binário de troca completa. Ela pode ser construída por etapas, gerando valor desde o início e diminuindo riscos operacionais”, reforça Bruno Moreira.

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